na lida

Silenciei aqui, tô escrevendo lá. Ainda na toca. Tá meio difícil de sair, porque esse texto vem em formato novo, pra entender o idioma demora mais.  Peça:  Jukebox, encomendada pela Alessandra Velho. Mas tá saindo. Taqui uma fatia. De desilusão em desilusão se segue. Mas numa hora, fofa, você chega lá. Porque entre uma entrega e uma queda, no vazio entre uma esperança e outra, a gente vive o estado mágico: encantamento.

xilema floema (poema dilema)

se a semente soubesse que seria terra sua sina que seria, depois, socada no escuro, que seria, nunca mais, soprada nos ares, brotaria? fugiria? só se a semente só se soubesse semente e não também raiz e não também caule e não também todo o resto, até as folhas, até as flores, (e suas partes feito asas, borboletas) até o fruto. (voltando a ser grão com desejo de terra). se semente se soubesse só nunca seria. ainda bem que elas só são.

coisas que a gente escuta andando pela esteira rolante da linha amarela do metrô

– Então vou te mandar uns e-mails com emprego, e também de umas agências que eu conheço. – Tá. – Você tem acesso à internet? (…) bom, dá pra ver em um ciber também.(…) Um rapaz gordinho carregando uma bolsinha de alças pequena (dessas que homens adoram carregar, como para provar que carregam pouca coisa) e uma mocinha loira (tingida) com mochila (de penduricalhos) passaram por mim. Perdi parte da coisa. Só pesquei parte do fim, na voz dele: – Hoje em dia náo dá pra ficar sem, né? Sem emprego? Ou internet?