saindo

não, não vou mais poetizar o presídio, lustrar o pedestal reluzente das vítimas, ou justificar minha mediocridade pelo pacto comum dos mártires. a partir de agora, vou pisar na lama sujar o pé de tentativas. ser opaca. aceitar a solidão de ser única afrouxar o corpo, passar entre as grades colher os frutos das árvores (na grande floresta de dúvidas) sem garantia. sem glamour. só liberdade.

travessando

há dias que passam outros acontecem tem dias que a gente atravessa outros atravessam a gente nesses dois últimos, se vive.

coisas que filhos nos dão pra pensar e que servem pra tudo na vida

sim, eu posso. posso ser violenta, se esse for meu jeitinho. posso ser violenta, se for conveniente. posso ser violenta, porque às vezes é justificável. posso ser violenta, porque às vezes é mais rápido. posso ser violenta, porque preciso de você agora! posso ser violenta cedendo à sua pressão (e te odiando em segredo por ter me violentado) posso ser violenta, porque às vezes o outro merece (ou preciso impedi-lo de ser mais violento que eu) mas tenho que saber que isso não muda nada. na melhor das hipóteses, adia o confronto para um novo momento, onde ainda seremos dois times: o “você-que-me-violenta” e o “eu-preciso-me-defender-de-você” Não-violência ativa exige energia livre. Exige ficar, e não ceder ao impulso de abandonar o outro à sua...

francisco:

bochecha com covinhas coxas gordas com dobrinhas mãos com buraquinhos barriga de risadinhas (mordo todos os dias)

promessa de casamento

o cabeça grita: mais! a corpo pede: paz! mas sei que a dupla se ama. estou dando uma de cupido e, enfim, sentirei: mais paz.

língua do B

a boca do bebê baba e beijo babado de bebê é bom é bom é bom