a favor

caminhava por fricção. então necessitava de um solo duro, árido, para me contrapor. até a não-violência já me parecia oposição. minha liberdade de movimentos dependia de uma luta diária contra meu chão, corporação. patriarcado. verticalismo.bandos opostos. tanta mentira.contradição.   até que vi ser impossível fixar raízes em algo contra o qual se luta. para acelerar o movimento, raspava os pés, touro desenfreado em direção a vermelhos aleatórios. enquanto isso, a cabeça calculava movimentos. e o corpo arqueava, vazio de tanta pressão nos extremos.   um dia, meus pés já secos de tanta briga, começaram a coçar, depois ferir, depois sangrar. recusaram-se a caminhar. pediam trégua, água. deixaram de ouvir os comandos do general geral do alto comando...

tempos de áries

  muita mudança no céu: estrelas mutantes convocam ações. sistemas solares despencam. sistemas de falsos sóis.   o tom da nota é: verdade. outono pede só essência. fica só o que alimenta. tirar cascas sérias, sair das casas velhas, voltar pro centro, morrer, e só depois florescer.   só peço a essas constelações verdadeiras que mandem de lá o sentido. e a justa ajuda para o reajuste na medida do meu merecimento mas no tamanho da minha...

uma estrela também me contou que

estou por aqui a serviço. não para servir nem pra ser servida. ser serviço é só ser e ser é ficar na sua. (viver e deixar viver)

uma estrela me contou que

cada fracasso é uma ponte a se atravessar. o destino do outro lado depende do lugar interno que move o primeiro passo. na humildade, subimos uma escala na escada espiralada. na humilhação, é trampolim pro ressentimento. e ladeira abaixo.

genesisando

  evarvore frutacesso serpentespiral adamovimento conhecimentascendente entradadepontacabeça pecadocoisanenhuma autor da...

seguir viagem

ok pro desapego da lagarta. duro é aceitar a morte da borboleta.

rejunte

não sou funcionária. não funciono. só fusiono. com. .com.fusão