um ano de Francisco

foi hoje do ano passado hoje é chuva, lá era sol. mas chovia dentro das veias, eu cachoeirava pelas ventas t(r)emia nem tanto a dor conhecida, mas a certeza de que você traria atado aos pés um certo tipo de bússola eu já sentia esse norte apontando com você ainda no ventre sabia que a vida caminharia pros eixos sabia que sua existência me cobraria harmonia e como temer tudo isso? (não é lógica, é inércia) e você esperou, paciente, que eu terminasse minhas guerras. esperou que eu gritasse por socorro. esperou que meu orgulho cedesse. esperou que eu desistisse de tudo o que achava ser chão, até que a terra verdadeira me amparasse pelos braços você esperou, paciente, que a Mãe chegasse à nossa casa e ela se apresentou e ela me acalantou para que eu tivesse forças...