em :p arto

suportar a dor da partida até que se cumpra o destino fiado. Com fiar, na mesma medida com um pé sem apoio e um passo já dado. tremer saber-se incerta e ver que lá dentro é estranha a morada habitar acalmar pensamento ainda que a carne pareça rasgada desenhar num raro silêncio a linha que escreve o próximo ato desnudar em três movimentos o mar que transborda com sede de praia acordar em lúcidas horas sabendo-se errante sem mapa nem nada escutar em ruído constante a voz que me envia pra terra sagrada   receber na dor de quem pare o novo que chega da morte iminente entregar ainda que tarde ilusão de que a vida é só pensamento abraçar no corpo da gente o ser que em chegança me pede um abrigo embalar num canto-lembrança tirando da história o terror do castigo...