há que se cuidar

Há que se cuidar do broto pra que a vida nos dê flor e fruto. Três brotinhos: esse foi o templo que a vida me concedeu nos últimos tempos. Parei. Tive que parar tanta coisa. Tive que começar tanta coisa… A cada um que chegava, rever minha própria chegança. Porque há que se tomar tempo pro tempo de cria. Há também que se ter alma lúcida. Há que muita coisa. Mas também há o que está além do “há que”. Para além do “avental todo sujo de ovo”, comerciais de mamãe-bebê, cartilhas de mãe moderna, todo e qualquer modelo do que ser mãe significa e se ressignifica ao longo de todos os tempos, essa parte da música do Milton trouxe, de repente, de forma linda e sintética, a noção do que é esse ofício: um imenso laboratório alquímico. Ou, se preferir, a figueira debaixo...

gabrielices

(Gabri chorando) – Que foi, filho? – Eu só tenho duas mãos! – E daí? Todo mundo tem duas mãos. – Mas eu quero fazer cinco coisas! E eu não tenho cinco mãos! (…)   – Mãe, pega um suco? (pego) – Não vai falar obrigado? – Obrigado… (1 segundo depois) Não vai falar de nada?