curando criança.

   ô de casa!

à vingança se resiste. como quem resiste à violência. como quem resiste ao sentimento de vítima. ao impulso de aniquilar o outro por ser projeção de um mal passado.

como quem resiste à mentira de que o mal existe na essência.

a gente resiste a algo que sente adesão. como se aderir a algo tão destrutivo a si mesmo?

se um dia passei a acreditar nessa verdade nociva, de que me fizeram mal, e passei a me confortar na promessa de revanche, como reverter?

se arranco de mim a promessa de vingança, que compensação futura me resta?

só me resta desmontar o circo.

abandonar os bandos, os times, as partes,

desistir desse jogo.

abrir mão das migalhas.

reconciliar

conciliar

reconfiar

entregar

e mergulhar de volta no paraíso

(nunca perdido, mas esquecido)

 

Nenhum comentário

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: